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30

de
setembro

ESTERILIZAÇÃO POR GLUTARALDEÍDO

O glutaraldeído é um dialdeído saturado - 1,5 pentanedial. Em solução aquosa apresenta pH ácido e não é esporicida. As formulações que são utilizadas possuem outros componentes para que a solução passe a ter esta ação. As formulações encontradas são:

solução ativada:
é adicionada uma substância ativadora, o bicarbonato de sódio, que torna a solução alcalina (pH 7,5 a 8,5), tendo então atividade esporicida.

solução potencializada:
utiliza uma mistura isomérica de álcoois lineares, possui um pH de 3,4 a 3,5. Essa mistura à temperatura ambiente possui função esporicida baixa e se aquecida a 60oC torna-se esporicida em exposição por 6 horas.

Mecanismo de ação

O glutaraldeído tem potente ação biocida, é bactericida, virucida, fungicida e esporicida. Sua atividade é devida a alquilação de grupos sulfidrila, hidroxila, carboxila e amino dos microrganismos alterando seu DNA, RNA e síntese de proteínas. A atividade esporicida se deve ao fato do glutaraldeído reagir com a superfície do esporo, provocando o endurecimento das camadas externas e morte do esporo.

Pode ser utilizado para a esterilização de artigos termo-sensíveis que não possam sofrer esterilização pelos processos físicos como: enxertos de acrílico, cateteres, drenos e tubos de poliestireno.

O glutaraldeído tem sido muito utilizado para desinfecção de alguns equipamentos como endoscópios, conexões de respiradores, equipamentos de terapia respiratória, dialisadores, tubos de espirometria e outros; para este fim o tempo de exposição é de 30 minutos. Ele não é utilizado como desinfetante de superfície por seu custo ser elevado e por ser muito tóxico.

Cuidados no uso : O material a ser esterilizado deve ser muito bem lavado e seco, se estiver infectado realizar desinfecção prévia. Feito isso o material pode então ser colocado na solução de glutaraldeído tomando-se os seguintes cuidados:

imergir totalmente o material na solução, evitar a formação de bolhas, o recipiente no qual os materiais serão imersos deve estar esterilizado e deve ser preferencialmente de vidro ou plástico;

tampar o recipiente, e marcar o início da esterilização;

manusear os materiais com uso de luvas ou pinças e máscara, se possível;

enxaguar por três vezes os materiais após a esterilização, utilizando água ou soro fisiológico estéreis, tomando cuidado para se evitar contaminação dos materiais;

o material deve ser utilizado imediatamente.

O tempo de esterilização é preconizado pelo fabricante e varia de 8 a 10 horas.

Vantagens: A utilização do glutaraldeído apresenta as seguintes vantagens:

pode ser utilizado na descontaminação de artigos infectados antes da esterilização, pois age na presença de matéria orgânica;

não altera materiais como plástico e borracha, nem dissolve o cimento de lentes de instrumentos ópticos e não interfere na condutividade elétrica de equipamentos de anestesia gasosa, pois possui em sua formulação antioxidantes;

não é contaminado por microrganismos;

não descolora os materiais;

à temperatura ambiente mantém sua estabilidade;

por ser menos volátil que o formaldeído, libera menos vapores irritantes e odor forte;

não é irritante para pele e mucosas, mas pode provocar dermatite de contato.

Toxicidade: O limite máximo de glutaraldeído no ar é de 0,2 ppm, podendo então causar irritação nos olhos, garganta e nariz.

Uma ventilação adequada, fechamento hermético dos recipientes onde se realizam as esterilizações podem minizar esses efeitos. Após a esterilização o enxague cuidadoso é muito importante para se evitar reações nos pacientes decorrentes de resíduos de glutaraldeído.

Osmar Viviani - consultor@consulimp.net

30

de
setembro

Sala Limpa – Conceitos Básicos Introdutórios:

Salas limpas, são locais onde a qualidade do ar em seu interior é mantida e preservada, através do controle absoluto dos níveis de contaminação e partículas, dentro dos parâmetros (limites) definidos por normativas, para as atividades exercidas no local.
Sala Limpa ou Clean Room, é um local de utilização restrita, onde se obter no ar do ambiente, o mais baixo nível de partículas em suspensão, restritas à dimensões previamente estabelecidas.

Os hospitais foram os precursores das salas limpas. Cientistas e cirurgiões, descobriram há muitos anos que as bactérias e as infecções estavam intimamente ligadas. Iniciaram então, a redução substancial das infecções, utilizando como anti-séptico, solução de ácido fênico nos instrumentos, no ar e nas mãos dos cirurgiões.
Nos hospitais, a área que requer maior atenção no controle das condições de assepsia do ambiente, são os ambientes cirúrgicos.
A maior quantidade de bactérias encontradas nos centros cirúrgicos, vem da equipe cirúrgica, sendo resultante de suas atividades durante os procedimentos operatórios. Durante uma cirurgia, a maioria dos membros da equipe cirúrgica está próxima a mesa cirúrgica, criando aumento de concentração de contaminantes, nestes locais, altamente sensíveis.
A aplicação de sistemas de insuflamento pelo forro e de exaustão próximo ao piso, é o preferido pelo corpo médico da área de infectologia, pois propicia maior assepsia na mesa de operação, principalmente quando aplicado concomitantemente como insuflamento laminar e filtros HEPA ou ULPA.
As salas limpas de antigamente eram muito similares às de hoje, sendo que a principal causa dos problemas estava justamente na da limpeza do ar, através da ventilação positiva. A utilização do ar exterior também foi importante, pois reduziu a concentração dos fatores contaminantes.
Atualmente são muitos os ambientes que necessitam de condicionamento do ar de forma especial, principalmente pela qualidade requerida.
Nos hospitais, nos Centros Cirúrgicos, Centros Obstétricos, Centros de Terapia Intensiva, isolamentos de tratamento de doenças infecto-contagiosas, laboratórios de análises e de manipulação.

As indústrias microeletrônicas, são umas das mais exigentes, com relação a quantidade de partículas, exigindo um controle rígido dos níveis de possíveis contaminações, visto que na fabricação de circuitos miniaturizados, qualquer partícula, por mais insignificante que possa parecer, pode danificar componentes, interferindo fundamentalmente no padrão de qualidade.
Inúmeras vezes já foram constatados problemas sérios, causados pela má qualidade do ar interior em sistemas eletrônicos, devido a grande proliferação de microorganismos em placas, chips, circuitos, etc.
Em todos os níveis, com mais ou menos necessidade de controle de contaminação do ar interior, seja por poluentes tóxicos e perigosos, ou por sujidades simples, mas que acabam por macular os processos de fabricação de quaisquer tipos de produtos, ligados ou não diretamente ao sério problema de potencial risco à saúde pública.
Por exemplo, em muitas indústrias de equipamentos pesados, a contaminação passa a ser um problema crítico, em função dos aumentos de custos com devoluções de produtos, pois muitas peças de precisão acabam se deteriorando pela limpeza não eficiente, o que acaba por interferir na qualidade do projeto final. Note-se que neste caso, as salas limpas são também utilizadas nos departamentos de medição, de análises laboratoriais de micro componentes ou de composição de metais em geral.

Classificação das Salas Limpas
A classificação é realizada pela pureza de seu ar. O método universalmente aplicado é o da Federal Standard 209, que determina o número de partículas igual ou maior que 0,5 mm seja medido em um pé cúbico e esta contagem seja usada para classificar a sala.

Classificação Federal Standard 209 1 10 100 1.000 10.000 100.000
No. De partículas por pé cúbico ³ 0,5mm. 1 10 100 1.000 10.000 100.000

Na classificação requerida para diferentes indústrias temos, seus níveis de partículas, em função do tipo de atividade, grau de concentração.
Classe 1 - estas salas são somente usada para manufatura de circuitos integrados com desenvolvimento de geometrias sub-mícron.
Classe 10 - salas usadas para manufatura de semicondutores produzidos em larga escala, circuitos integrados com linhas menores que 2 micras.
Classe 100 - Usado quando se deseja ambientes livres de partículas e bactérias é requerida na manufatura de produtos médicos injetáveis. Requerido para operações de implantes ou transplantes cirúrgicos. Fabricação de circuitos integrados. Isolamento de pacientes imonudeprimidos e pacientes com operações ortopédicas.
Classe 1.000 - Fabricação de equipamento de alta qualidade. Montagem e teste de giroscópios de precisão. Montagem de mancais miniaturizados
Classe 10.000 - Montagem de equipamentos hidráulicos e pneumáticos de precisão, válvulas servo-controladas, dispositivos de relógios de precisão, engrenamento de alto grau.
Classe 100.000 - Trabalhos óticos em geral, montagem de componentes eletroeletrônicos, montagem hidráulica e pneumática.
Conclusão
A correta determinação das normas e da manutenção, é fundamental para a obtenção da qualidade do ar interior desejável, de maneira que atenda aos padrões requeridos para cada atividade exercida no ambiente proposto.

A limpeza das salas limpas deve ser realizada acima de tudo com profissionalismo e responsabilidade, pois é tão importante quanto as operações ali dentro realizadas.

Finalizando ressaltamos a importância da elaboração de um manual técnico operacional, para o registro das operações a serem realizadas nestes ambientes.
Temos a matéria completa sobre o assunto.
Osmar Viviani - consultor@consulimp.net

 

27

de
setembro

Método de Esterilização

ÓXIDO DE ETILENO
O óxido de etileno C2H4O é um gás incolor à temperatura ambiente, é altamente inflamável. Em sua forma líquida é miscível com água, solventes orgânicos comuns, borracha e plástico.
Para que possa ser utilizado o óxido de etileno é misturado com gases inertes, que o torna não-inflamável e não-explosivo. As misturas utilizadas são:
• Carboxide: 90% de dióxido de carbono e 10% de óxido de etileno;
• Oxifume-12: 88% de diclorofluormetano (freon) em peso e 12% de óxido de etileno;
• Oxifume-20: 80% de dióxido de carbono em peso e volume de gás e 20% de óxido de etileno;
• Oxifume-30: 70% de dióxido de carbono em peso e volume de gás e 30% de óxido de etileno.
A umidade relativa é de suma importância na esterilização por óxido de etileno. Alguns enfoques são dados a esta importância da umidade na esterilização por óxido de etileno, um deles é o fato de que o aumento da umidade relativa aumenta o poder de esterilização do óxido de etileno. Outro enfoque dado a essa importância é que ocorrem reações químicas entre o óxido de etileno e unidades biológicas, essas reações são ligações covalentes e portanto não se dissociam, para isso a ionização deve ocorrer em um solvente polar; assim a água funciona nesta reação como meio de reação ou solvente.
Um outro aspecto da importância da umidade neste tipo de esterilização é o fato de que a água e o agente esterilizante promovem reciprocamente a permeabilidade através de embalagens de filme plástico, dependendo de sua característica polar ou apolar. O óxido de etileno funciona como transportador através de filmes não polares e hidrófobos; já a água favorece a passagem de óxido de etileno através de filmes polares (celofane e poliamida por exemplo).
O óxido de etileno reage com a parte sulfídrica da proteína do sítio ativo no núcleo do microrganismo, impedindo assim sua reprodução.
A utilização do óxido de etileno na esterilização é hoje principalmente empregada em produtos médico-hospitalares que não podem ser expostos ao calor ou a agentes esterilizantes líquidos: instrumentos de uso intravenoso e de uso cardiopulmonar em anestesiologia, aparelhos de monitorização invasiva, instrumentos telescópios (citoscópios, broncoscópios, etc.), materiais elétricos (eletrodos, fios elétricos), máquinas (marcapassos, etc.), motores e bombas, e muitos outros.
Este tipo de esterilização contribui para a reutilização de produtos que inicialmente seriam para uso único, assim a prática deste tipo de esterilização evidencia vantagens econômicas, porém a segurança de se reesterilizar estes produtos ainda é questionada.
A esterilização por óxido de etileno, como os demais métodos, exige limpeza prévia do material, esta deve ser rigorosa. O acondicionamento dos produtos também é questão importante e deve ser adequado ao tipo de esterilização e ao artigo.
A esterilização é realizada em equipamento semelhante a uma autoclave e o ciclo compreende as seguintes fases:
elevação da temperatura: até aproximadamente 54oC, a eficiência da esterilização aumenta com o aumento da temperatura, diminuindo o tempo de exposição;
vácuo: de cerca de 660mmHg, assim se reduz a diluição do agente esterilizante e fornece condições ótimas de umidificação e aquecimento;
umidificação: é introduzido o vapor na câmara até atingir umidade relativa de 45 a 85%. A fase de umidificação depende do tamanho e densidade da carga;
admissão do gás: a mistura gasosa sob pressão e concentração pré-determinada é introduzida na câmara;
tempo de exposição: depende do tipo de embalagem, do volume e densidade da carga e se o esterilizador possui circulação de gás. Para esterilIzadores industriais o tempo pode variar de 3 a 16 horas;
redução da pressão e eliminação do gás: devem ser tomados cuidados para proteger os operadores do equipamento, para diminuir resíduos nos produtos e para preservar a integridade da embalagem;
aeração: este período é necessário para que o óxido de etileno residual possa ser reduzido a níveis seguros para a utilização dos artigos nos pacientes e para o manuseio pela equipe, é realizado utilizando ar quente em um compartimento fechado específico para esse fim, o tempo desse período depende da composição e tamanho dos artigos, do sistema de aeração, da forma de penetração de temperatura na câmara, do preparo e empacotamento dos artigos e do tipo de esterilização por óxido de etileno. Este período pode variar de 6 horas a 7 dias.
O óxido de etileno é irritante da pele e mucosas, provoca distúrbios genéticos e neurológicos. É um método, portanto, que apresenta riscos ocupacionais.
Existem alguns relatos de exposições agudas de humanos a altas concentrações de óxido de etileno, onde foram observadas reações como náusea, vômitos e diarréia (CAWSE et al, 1980 apud APECIH).
Há também na literatura estudos que revelam alterações no número e tipo de aberrações cromossômicas em grupos de pessoas expostas a concentrações de 1 a 40 ppm de óxido de etileno, em relação a pessoas não expostas (RICHAMOND et al, 1985 apud APECIH).
Os limites estabelecidos de tolerância ao óxido de etileno são:
- no ar, a concentração máxima para a qual pode-se ficar exposto é de 1 ppm ou 1,8 mg/m3 para um dia de 8 horas de trabalho;
- a exposição ao gás a uma concentração de 10 ppm é por, no máximo, 15 minutos.
Para se validar a esterilização por óxido de etileno, devem ser realizados testes físicos, químicos e microbiológicos.
Os testes químicos envolvem a avaliação da umidade, da concentração do óx. de etileno, da pureza do ar e do gás, dos resíduos ambientais e nos produtos após a esterilização. Os testes físicos envolvem o controle da temperatura, da pressão (positiva e negativa) e do tempo de exposição.
No teste microbiológico um indicador biológico é colocado dentro de uma seringa, com o êmbolo inserido, esta é empacotada e colocada no centro da câmara. O equipamento é então carregado normalmente.
• custo elevado;
• toxicidade;
• efeito carcinogênico, mutagênico e teratogênico;
• tempo longo de aeração, exigindo maior quantidade de material disponível para uso.
Para o manuseio de artigos esterilizados por óxido de etileno, antes de passado o período de aeração, deve-se utilizar luvas de borracha butílica. Outro cuidado importante é durante o transporte dos materiais após a esterilização, o carro de transporte deve ser puxado e não empurrado e esse transporte deve ser realizado o mais rápido possível.
No caso de ocorrência de vazamento do gás, alguns cuidados devem ser observados:
• se entrar em contato com os olhos lavar com bastante água corrente por 15 minutos;
• se cair sobre a pele lavar imediatamente com água e sabão. Isolar a roupa contaminada;
• em caso de exposição por muito tempo, levar a pessoa exposta a local arejado e administrar oxigênio se necessário.
Observação: mulheres em idade fértil e gestantes não devem realizar qualquer atividade relacionada com óxido de etileno.
Osmar Viviani   -      consultor@consulimp.net

27

de
setembro

Método de Esterilização

PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO
Definição
Peróxido de hidrogênio ou água oxigenada é um agente oxidante e a uma concentração de 3 a 6% tem poder desinfetante e esterilizante, porém pode ser corrosivo para instrumentais.
Mecanismo de ação
A ação do peróxido de hidrogênio se deve ao ataque da membrana lipídica, DNA e outros componentes das células, pelos radicais livres tóxicos que o peróxido produz. Alguns microrganismos aeróbios são capazes de produzir catalase ou superóxido dismutase, assim eles se protegem da atividade microbicida transformando o peróxido de hidrogênio em oxigênio e água. Para se evitar esse efeito o peróxido de hidrogênio utilizado para esterilização é de concentração maior e possui estabilizantes.
Indicações
Pode ser utilizado como opção para esterilização de materiais termo-sensíveis. É usado na desinfecção e esterilização de superfícies planas e sólidas, na esterilização de capilares hemodializadores, na desinfecção de lentes de contato e outros.
Está indicado na desinfecção de nebulizadores o que é feito através de nebulização de peróxido de hidrogênio a 7,5% por 30 minutos. É também utilizado para desinfecção de materiais contaminados pelo HIV, a uma concentração de 6%, numa imersão por 15 a 30 minutos.
Toxicidade
Possui baixa toxicidade uma vez que é degradado em água e oxigênio.
Cuidados no uso
• O artigo a ser esterilizado necessita de limpeza prévia;
• o produto é corrosivo, portanto necessita de cuidados no manuseio;
• a solução deve ser utilizada logo após sua preparação e armazenada protegendo-a da luz;
• não deve ser usada em artigos de cobre, zinco, alumínio e bronze.
Osmar Viviani-consultor@consulimp.net

27

de
setembro

Método de Esterilização

ÁCIDO PERACÉTICO 
Definição
Consiste em uma mistura equilibrada entre água, ácido acético e peróxido de hidrogênio. É um produto tóxico e corrosivo.
O ácido peracético age de forma semelhante aos agentes oxidantes como o peróxido de hidrogênio. Tem ação esporicida em temperaturas baixas e mesmo em presença de matéria orgânica.
Este método pode ser aplicado a artigos termo-sensíveis, porém que possam ser totalmente mergulhados no líquido. Materiais de alumínio anodizado não podem sofrer este processo de esterilização por apresentarem incompatibilidade.
Os materiais esterilizados por este meio devem ser utilizados imediatamente.
Os testes para a monitorização do processo devem incluir indicadores biológicos e funcionamento do esterilizador. Há na literatura diferentes opiniões sobre a forma de monitorização, deve-se seguir as instruções do fabricante. Cada unidade que utiliza este método que deve estabelecer procedimentos e políticas para a implementação do uso deste tipo de esterilização.
consultor@consulimp.net - Osmar Viviani

22

de
setembro

LIMPEZA POR JATEAMENTO COM GELO SECO

Jateamento com gelo seco é um sistema de limpeza industrial usado para preparar superfícies e remover contaminantes. As partículas sólidas de gelo seco são impulsionadas em alta velocidade para se obter um impacto sobre equipamento a ser limpo. Quando ocorre o impacto, as partículas não tóxicas mudam do estado sólido para o estado gasoso e assim simplesmente sublimam sem deixar resíduos, removendo os contaminantes indesejáveis da superfície, deixando-a limpa, seca e sem danos ao substrato.
Vantagens sobre outros métodos de limpeza
• Limpeza no próprio local de produção sem necessidade de desmontagem ou resfriamento do equipamento, reduzindo o tempo de parada de máquina.
• Maior rapidez no processo de limpeza com jateamento.
• Processo limpo e seco não formando resíduos secundários - partículas de gelo seco se evaporam no impacto para retirada de contaminantes.
• Por não ser um processo corrosivo e abrasivo, não danifica a superfície que esta sendo limpa, contribuindo para um aumento da vida útil do equipamento.
• Elimina os riscos ambientais pela não utilização de produtos químicos.
• Reduz os riscos a saúde dos empregados pela não exposição a solventes perigosos
• Reduz mão de obra e freqüência de manutenção.
• Reduz custos de acordo com os requisitos de segurança, saúde e meio ambiente.
• Limpa locais de difícil acesso manual.
Principais utilizações na área industrial
Indústria eletro-eletrônico
• Remoção de pintura; limpeza de circuitos eletrônicos;
• Limpeza de rotores in loco para retirada de acúmulo de óleo, graxa e grafite em motores elétricos e turbinas;
• Limpeza de peças para manutenção.
Industria de processamento de alimentos
• Remoção de resíduos carbonizados de produtos em fornos, esteiras, mixers e freezers;
• Limpeza de formas, matrizes, máquinas e equipamentos em geral;
• Limpeza de pisos, paredes, equipamentos de ventilação
• Limpeza de peças para manutenção.
Indústria gráfica
• Remoção de resíduos de tinta e cola de máquinas rotativas e planos das linhas de produção;
• Limpeza de cilindros de rotogravura;
• Limpeza de painéis de comando e circuitos elétricos das máquinas;
• Limpeza de peças para manutenção.
Indústria de fundição
• Limpeza de moldes e caixas de macho quentes e frias na remoção de resíduos e desmoldantes;
• Limpeza de prensas, fornos e outros equipamentos durante manutenção preventiva ou corretiva;
• Limpeza de cuba de misturadores e ganchos de cabides de pintura;
• Limpeza de peças para manutenção.
Indústria de pneumáticos/borracha
• Limpeza de moldes em geral muitas vezes sem necessidade de desmontagem e a elevadas temperaturas.
Industria química e petroquímica
• Limpeza de resíduos de cola e resinas acumuladas nos equipamentos,
• além de circuitos elétricos e painéis de comando.
Regiane Espindula - Auditoria da Qualidade
regiane.espindula@terra.com.br

22

de
setembro

CONTAMINAÇÃO NA INDUSTRIA ALIMENTÍCIA

Revestimento de titânio elimina contaminação na indústria de alimentos
A contaminação de produtos é uma das maiores preocupações da indústria de alimentos. Agora, pesquisadores ingleses descobriram que a utilização de titânio nas superfícies de trabalho, como mesas e áreas de corte, pode praticamente eliminar a contaminação por bactérias que se desenvolvem e se espalham no próprio ambiente industrial.
Abrasão no aço inoxidável
O material mais utilizado nos equipamentos da indústria de alimentação é o aço inoxidável. Contudo, a prática mostra que esse material não é imune à abrasão e ao desgaste induzidos pelo contato constante com ferramentas como facas, serras e materiais de limpeza.
A chave para a eliminação da contaminação é a manutenção da limpeza das áreas de trabalho. Mas a abrasão cria micro fissuras nas mesas e áreas de trabalho de aço inoxidável que são prontamente colonizadas pelas bactérias.
A bactéria Listeria, por exemplo, fica retida em fissuras de apenas 0,5 micrômetro de espessura, mesmo depois da higienização padrão da indústria. Já os Staphylococcus fixam-se em ranhuras medindo 1 micrômetro de largura.
Mesas de titânio
O problema pode ser prontamente solucionado com a adoção de titânio nessas áreas de trabalho, na forma de um revestimento colocado sobre o aço das mesas. Além de ser mais resistente à abrasão, diminuindo drasticamente a criação das ranhuras por abrasão, as bactérias têm mais dificuldade de se fixar ao titânio.
As descobertas também indicam que o revestimento de titânio pode ter um papel crucial na redução da fixação da E. coli nas superfícies de contato com os alimentos; as células de E. coli fixam-se muito mais ao aço inoxidável do que ao titânio.
Contaminação na indústria de alimentos
As pesquisas afirmam que as industrias fabriquem equipamentos mais seguros e mais eficientes, evitando a contaminação dos alimentos.
Contaminantes que entrem no ambiente poderão facilmente se espalhar no interior das fábricas, devido à utilização das mesmas áreas de trabalho para o manuseio de matérias-primas vindas de diversas fontes. Patricia - patricia-adm2005@hotmail.com

22

de
setembro

AS DEFESAS QUÍMICAS DOS HOSPITAIS

Todos os dias, sem que a maioria de nós perceba, uma verdadeira legião de pessoas trava uma árdua batalha com inimigos invisíveis. De um lado, estão seres prontos a atacar ao menor descuido. De outro lado, homens e mulheres atentos ao menor sinal de perigo. A estratégia de combate a esses seres, que têm a capacidade de se multiplicar rapidamente aos milhões, é composta de três ações básicas: limpeza, desinfecção e esterilização, e as armas empregadas na batalha são químicas.
Sim, é isso mesmo. As "armas" químicas são essenciais no combate a microorganismos capazes de colocar em risco a saúde humana. Em nosso dia-a-dia, poucos de nós percebemos a importância da utilização de produtos químicos, em nossos lares e locais de trabalho, como, por exemplo, o quaternário de amônio, com capacidade desinfetante. Além, é claro, de produtos como o alquil benzeno sulfonato de sódio, empregado para a remoção de restos de gordura e de resíduos de todas as espécies — o meio ambiente preferido por 10 entre 10 microorganismos.
Em hospitais e clínicas, essa é uma questão levada muito a sério. Quem já não ouviu falar em infecção hospitalar? Pois é, para combater esse risco, além de profissionais especialmente treinados, os hospitais contam com uma importante aliada: a Química.
Alguns produtos e sua utilização básica:
Hipoclorito de sódio: é utilizado na desinfecção de artigos de plástico, vidro e borracha e na descontaminação de superfícies em geral.
Fenóis: são empregados na limpeza e desinfecção de paredes e pisos em locais de alto risco, como os centros cirúrgicos.
Glutaraldeído: desinfetante e esterilizante, é muito utilizado na desinfecção de objetos sensíveis ao calor, como lentes de instrumentos médicos, artigos metálicos e de plásticos.
Peróxido de hidrogênio: mais conhecido como água oxigenada, que é um germicida que pode ser utilizado, na lavagem de roupas ou de ferimentos, e os detergentes enzimáticos para lavagem do instrumental cirúrgico.
A Química, vive em constante lita contra germes e bactérias, e está sempre no front da batalha contra microorganismos que ameaçam a saúde humana. Uma batalha que, como sabemos, exige a participação de todos nós para ser vencida todos os dias.
Karina-Kaká
kaka-jurere@hotmail.com

22

de
setembro

GRIPE AVIÁRIA - PREVENÇÃO E COMBATE

Como todo o animal os frangos também sofrem de gripe. Eles costumam ser atingidos por várias espécies de vírus que em geral só atacam aves e não causam sintomas muito graves.
Nos últimos anos, porém, surgiu um novo tipo de vírus, muito mais perigoso, batizado de H5N1. Pra começar, ele é transmitido por aves migratórias, o que aumenta o perigo de propagação. Também é mais violento, podendo matar suas vitimas em poucos dias. O que mais assusta, no entanto, é poder atacar o homem.
Como surgiu?
A doença foi identificada pela primeira vez na Itália, há cerca de 100 anos. Acreditava-se que a gripe só infectava aves até que os primeiros casos humanos foram detectados em Hong Kong, em 1997. Na época, todas as aves - em torno de 1,5 milhão - foram mortas em três dias. Especialistas acreditam que a medida foi decisiva para conter a epidemia.

Como evitar?
• Mantenha as aves saudáveis;
• Tenha água e comida para as aves dentro do galinheiro; (para que elas não saiam atrás de alimentos).
ü Separe-as por espécies; (por exemplo, os patos, cisnes, e os gansos devem estar separados das galinhas).
• Reduza o numero de pessoas que possa entrar no galinheiro; (porque elas podem trazer o vírus nas roupas e calçados, se tiverem aves doentes).
• Mantenha o galinheiro fechado para que outras aves não entrem;
• Lave as mãos e as solas do sapato com água e sabão antes e depois de entrar no galinheiro;
• Se comprar aves mantenha-as longe das outra por uma semana. ( observe se não há sintomas da gripe)
Sintomas nas aves:
• Cabeça inchada, crista e barbilhões azulados; (dizer o que é “barbilhões”).
• Plumagem eriçada;
• Sintomas nervosos;
• Diarréia;
• Associados à queda e produções de ovos;
• Mortalidade elevada e súbita. (suspeitar da gripe se morrer em menos de 24 horas um nº. elevado de aves)
Transmissão:
• Contato direto com a ave infectada; (principalmente fezes).
• Através do ar;
• Água, alimentos e roupas contaminadas.
Sintomas:
• Febre alta;
• Dores musculares;
• Dificuldades e problemas respiratórios
• Ressecamento da garganta;
• Tosse;
• Problemas oculares (conjuntivite)
(Os sintomas da gripe aviaria são semelhantes ao de uma gripe comum. Portanto se uma pessoa apresentar tais sintomas deve recorrer a um médico.).
Tratamento:
Não existe um tratamento capaz de curar uma pessoa infectada. A medicina ainda está criando varias vacinas que ainda estão em fase de teste. Existem apenas alguns remédios capazes de diminuir a intensidade da doença com o Tamiflu e o Relenza.
(Os remédios devem ser utilizados até 48 horas depois do contagio para melhor eficiência.).
Principais dúvidas:
1. O vírus resiste a qualquer temperatura?
Não. Geralmente ele predomina em temperaturas baixas. Sobrevive até mais de 30 dias a 0º. E só 4 dias a 22º. C.

2. Pode-se comer carne de aves?
Sim, depois que a carne é fervida não contém mais o vírus. Comer os ovos, derivados e frango assado também não oferece riscos.

3. É seguro dar comida aos pombos?
Sim, não há perigo algum.

4. E os canários, periquitos que criamos?
É só mantê-los em casa.

5. Animais infectados:
Todas as aves, mas principalmente os patos, frangos e perus são os infectados. Às vezes até os porcos são atacados.

6. Como as pessoas pegam à gripe aviaria?
Através do contato direto com as aves.

7. Existem quantos tipos de vírus?
Existem 15 tipos de vírus. Mas o vírus que ataca os humanos é o H5N1.

8. Por que os cientistas estão preocupados?
Há receios que uma pessoa que já esteja engripada (com a gripe humana), ao contrair a gripe aviaria crie um novo vírus que possa ser mais forte e ainda ser transmitido de uma pessoa para outra.

9. O que tem sido feito para conter o vírus?
Várias aves são sacrificadas para evitar que o vírus se espalhe
10. Qual a proteção necessária para lidar com as aves?
Respiradores, luvas descartáveis, vestimentas de proteção e óculos de segurança.
Débora Maria -
deby-go17@hotmail.com

21

de
setembro

ESTERILIZAÇÃO POR MEIO FÍSICO

Por calor seco 

A esterilização através do calor seco pode ser alcançada pelos seguintes métodos:
Flambagem: aquece-se o material, principalmente fios de platina e pinças, na chama do bico de gás, aquecendo-os até ao rubro. Este método elimina apenas as formas vegetativas dos microrganismos, não sendo portanto considerado um método de esterilização.
Incineração: é um método destrutivo para os materiais, é eficiente na destruição de matéria orgânica e lixo hospitalar.
Raios infravermelhos: utiliza-se de lâmpadas que emitem radiação infravermelha, essa radiação aquece a superfície exposta a uma temperatura de cerca de 180O C.
Estufa de ar quente: constitui-se no uso de estufas elétricas. É o método mais utilizado dentre os de esterilização por calor seco.
O uso do calor seco, por não ser penetrante como o calor úmido, requer o uso de temperaturas muito elevadas e tempo de exposição muito prolongado, por isso este método de esterilização só deve ser utilizado quando o contato com vapor é inadequado. Cabe observar também que o uso de temperaturas muito elevadas pode interferir na estabilidade de alguns materiais, como por exemplo o aço quando submetido a temperaturas muito elevadas perde a têmpera; para outros materiais como borracha e tecidos além da temperatura empregada ser altamente destrutiva, o poder de penetração do calor seco é baixo, sendo assim a esterilização por este método inadequada.
Os materiais indicados para serem esterilizados por este método são instrumentos de ponta ou de corte, que podem ser oxidados pelo vapor, vidrarias, óleos e pomadas.

Equipamentos
Como o processo de esterilização em estufas de ar quente é o método mais utilizado dentre os de esterilização por calor seco, iremos descrever o equipamento utilizado neste método, que é a estufa ou forno de Pasteur. Estes são equipados com um termômetro que mostra temperatura do interior da câmara; um termostato, onde se programa a temperatura desejada; uma lâmpada que mostra a situação de aquecimento ou a estabilização da temperatura interna da câmara; algumas com um ventilador para promover a circulação do ar, garantindo um aquecimento rápido e uniforme na câmara (estufas de convecção mecânica). Não há um controlador de tempo, este controle é feito pelo operador do aparelho.
As estufas podem ser divididas em dois tipos: as de convecção por gravidade e a de convecção mecânica.
As estufas de convecção por gravidade possuem uma resistência elétrica na parte inferior da câmara e um orifício na parte superior onde ocorre a drenagem do ar frio que é empurrado pelo ar quente à medida que o ar esquenta dentro da câmara. Neste processo qualquer obstáculo que esteja no caminho dificulta a circulação do ar, interferindo na uniformidade da temperatura na câmara.
As estufas de convecção mecânica possuem um dispositivo que produz movimento do ar quente, favorecendo a circulação do ar uniformemente e limitando a variação da temperatura nos vários pontos da câmara em 1o C. Este tipo de estufa reduz o tempo necessário para que se atinja a temperatura ideal para a esterilização.

Eficiência do processo
Higienizar convenientemente os artigos a serem esterilizados;
Aquecer previamente a estufa;
Utilizar embalagens adequadas;
Não colocar na estufa artigos muito pesados e volumes muito grandes para não interferir na circulação do ar, as caixas não devem conter mais de 50 peças;
Evitar sobrepor artigos;
Marcar o início do tempo de exposição quando o termômetro marcar a temperatura escolhida;
Evitar que o termômetro toque em algum dos artigos dentro da câmara;
Não abrir a estufa durante a esterilização.

Controle de falhas no sistema
Para se evitar falhas no processo deve-se observar os cuidados citados acima além de cuidados como:
Não distribuir os artigos no interior da câmara, não deixar que toquem as paredes do interior do equipamento, deixar também um espaço entre os materiais, para favorecer a circulação do ar;
No invólucro deve ser adequado para este tipo de esterilização e para o material a ser esterilizado. As embalagens mais utilizadas são as caixas metálicas, papel alumínio e frascos de vidro refratário;
Os artigos a serem esterilizados devem possuir boa condutividade térmica. Como já foi mencionado, materiais não termorresistentes não devem ser esterilizados por este método, como os tecidos, borrachas e papéis.
Enga. Beatriz Dantas-
bia.cleaning@hotmail.com

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