28
de
novembro
Áreas de Gestão e Áreas de Suporte
A gestão eficiente das operações de limpeza é vital para o sucesso da organização, e apesar de evidente, colocar em prática esta máxima não é fácil e tem sido o principal desafio dos gestores (gerentes) e executivos (diretores) na atualidade.
A dimensão desse desafio se revela na competitividade do setor, na busca contínua pela redução dos custos operacionais em um cenário de regulamentações e legislações, e no mercado de serviços privados tornando-se restritivo por conta de anseios dos contratantes e busca por elevados níveis de serviço.
O setor vivencía o acirramento da concorrência, e em muitos caos o problema é o preço, então há necessidade de redução de custos e aumento da produtividade, não apenas em termos de operações, mas principalmente em conversão de resultados de lucratividade global.
Como se sabe, o contratante está mais atento aos direitos, a oferta da concorrência às vezes com mais opções disponíveis, o que requer planejamento e conhecimento das necessidades desses clientes ou prospects.
Além disso, a clientela tem demonstrado que algumas práticas das equipes de atendimento, especialmente as que trabalham de forma ativa, precisam ser revistas e a gestão é fundamental para aprimorá-las e garantir excelência nos contatos, resultados e fidelização de clientes.
Internamente, é indispensável saber tudo que se passa nos departamentos que têm ligação direta com os clientes. É primordial a este gestor diretivo conhecer as deficiências e qualidades para implantar melhorias, motivar colaboradores, reduzir desperdícios, garantir produtividade qualitativa e quantitativa e acima de tudo ter lucro.
A tecnologia da informação garante dados e agrega inteligência à ao negócio, indo ao encontro destas demandas, proporcionando ação imediata das medidas corretivas quando for o caso.
As soluções mais apuradas para gestão de organizações de serviços de limpeza garantem uma visão ampla não apenas da operação, mas também dos pontos que precisam ser melhorados. Um dos aliados são os relatórios gerenciais que permitem cruzamentos de diferentes dados, customizando as informações de acordo com as características de cada operação. A disponibilidade de tais dados é também crucial.
Ora há necessidade de relatórios em tempo real, principalmente para a condução das operações ainda durante o seu curso, ora os dados históricos fornecem os subsídios para as tomadas de decisões estratégicas do negócio.
As ferramentas de gestão adequadas ao segmento processam informações completas em tempo real, e coletam e interseccionam uma infinidade de dados sobre tempo efetivo de atendimento, como a quantidade de chamadas atendidas pelo departamento operacional, bem como as solicitações feitas à supervisão, entre outras.
Além disso, apresenta em tempo real o “consumo operacional”, com a manutenção das viaturas e média de custo por cliente atendido, permitindo a intervenção imediata dos gestores quando necessário.
As informações gerenciais podem chegar a pormenores e minúcias que vão fornecer visão estratégica em todos os sentidos. É possível segmentar os conceitos operacionais ou administrativos de acordo com seus pontos fortes. Por exemplo, realizar a alocação de um supervisor mais rápido para ações cujo tempo de atendimento seja o principal ponto crítico; supervisores técnicos mais capacitados para resolução de problemas alocados a certos clientes, e assim por diante.
A gestão eficiente é essencial para conquistar o mercado e reverter visões negativas sobre a organizaçõe e muitas vezes sobre o setor. Gerenciar “centrais de atendimento” requer informações de valor, e o know-how do negócio aliado ao suporte fornecido pela tecnologia são fundamentais para a obtenção de melhores resultados nas operações e nos negócios que representam.
E as áreas de suporte?
Atualmente, em se tratando de “serviços de limpeza”, com as técnicas cada vez mais apuradas, e o uso da tecnologia aliado a própria qualidade do capital humano resolvem muitos dos problemas, sendo capazes de produzir operações por vezes mais elaboradas, e o melhor, com baixo custo.
São estes trabalhos complexos, estatísticos ou não, mas preciosos para que qualquer operação entregue os resultados.
Mesmo sabendo desta importância, as áreas de suporte operacional e administrativo, vêm sendo cada vez mais cobradas e sacrificadas no dia a dia para a entrega dos serviços que são “sua obrigação”, e para que as operações sejam “reconhecidas”.
E a área de suporte? “Vai muito bem obrigado” está deixando de ser a melhor resposta.
Na grande maioria, as operações enxergam as áreas de suporte como se fossem seus fornecedores e não reconhecem a importância e contribuição para execução final dos serviços realizados. Isso não é difícil de ver no dia a dia das empresas do segmento. Basta ver onde são feitas as ações motivacionais e as premiações. Será que as áreas de suporte não precisam de motivação tanto quanto as áreas comercial e financeira, por exemplo?
É preciso refletir sobre esse tema.
Fazendo uma analogia, as áreas de suporte funcionam como um “disque emergência”, onde todos correm para socorrer uma operação em apuros, independente do dia e horário, ajudando na resolução dos eventuais problemas, e ao final do mês os socorridos vão comemorar a superação.
E as áreas de suporte? Aguardam a próxima chamada para o “disque emergência”.
Muito se fala no turnover da área de operações, mas será que as organizações sabem explicar por que em algumas áreas administrativas ele é alto?
Até onde vai a responsabilidade do gestor e até onde vai a da organização?
De uma forma geral, falta investimento neste capital humano. Os treinamentos, quando existem, são escassos, falta reconhecimento, recursos e ações motivacionais.
Erradamente estas áreas são vistas, como geradoras de custos e não como parte do processo da agregação de receita.
É preciso desenvolver programas voltados especificamente para este público, e envolvê-los mais no processo como parte dele e não como meros fornecedores internos geradores de despesas.
A reciprocidade precisar ser verdadeira em sua essência.
Esse tema deve entrar em pauta e ser discutido de forma inteligente para que a balança nunca perca o equilíbrio. A inteligência de uma companhia não pode perder o fôlego e precisa manter-se motivada para inovar sempre.
Vamos refletir!
Osmar Viviani - consultor@consulimp.net

